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De férias ou Em férias?


Existem algumas expressões que geram dúvidas quando à sua ortografia correta, como por exemplo, o certo é: de férias ou em férias?
Se, porventura, alguém lhe perguntar:
- Você está de férias ou em férias?
Como você responderia?
Tais questionamentos representam somente mais um dos tantos que existem, em se tratando dos fatos linguísticos. Entretanto, nada que um pouco de prática e familiaridade não resolva tal impasse. 
Caso tenha ficado em dúvida, saiba que ambas as formas estão corretas. Assim, analisando os enunciados subsequentes, concluímos que se encontram adequados ao padrão formal da linguagem. Perceba:
Todos os funcionários entraram de férias. (ou em férias)
Na família, todos estão em férias. (ou de férias)
No entanto, é bom que estejamos atentos a somente um detalhe: quando a palavra “férias” vier acompanhada de um adjetivo, recomenda-se optar pela expressão “em férias”. Note a diferença:
Todos os funcionários entraram em férias coletivas.
Eu estou em merecidas férias.


01 de Janeiro - Dia Mundial da Paz

No dia 1º de janeiro comemora-se o dia mundial da paz. A data surgiu através de sua Santidade, o Papa Paulo VI, porém acontecendo pela primeira vez no dia oito de dezembro de 1967, convocando todos os homens de bem a celebrar essa comemoração, já a partir do dia primeiro seguinte.
O ano de 1968 foi conturbado em grande parte do mundo, foi quando aconteceu a guerra do Vietnã, os assassinatos de Robert Kennedy e Martin Luther King, lutas da população civil contra os modelos autoritários de governo, onde no Brasil foi instituído o AI-5, pelo presidente Costa e Silva, sendo hoje considerado um atentado à liberdade.
Mas a paz é a relação harmoniosa entre as pessoas, povos e nações, mantendo-se em estado de total ausência de violência.
Em virtude de tantos acontecimentos ruins, pelas guerras que já haviam acometido boa parte do mundo, a cada ano o Papa é o responsável por escolher um tema para ser lembrado nesse dia tão especial, pois com o início do ano renovam-se as esperanças de uma vida melhor para todos os povos.
O primeiro tema proposto foi o da própria paz, onde o Papa Paulo VI deixou seu recado, dando significados à mesma. A partir de 1979 os temas foram escolhidos pelo Papa João Paulo II, ficando sob a sua decisão até o ano de 2005, ano de seu falecimento.
Durante esse período, foram abordados vinte e sete temas, sendo lembradas questões sobre o respeito às crianças, a discriminação, desenvolvimento, solidariedade, conflitos mundiais, pobreza, educação, perdão, justiça, direitos humanos, dentre outros.
O Papa Bento XVI já determinou quatro temas para serem trabalhados nesse dia. Os assuntos preferidos do Papa foram: Na verdade, a paz; A pessoa humana, coração da paz; Família humana, comunidade de paz; sendo o tema de 2009 “combater a pobreza, construir a paz”.
Num trecho de seu último discurso, o Papa fez referência ao mundo moderno: “Mas a evocação da globalização deveria revestir também um significado espiritual e moral, solicitando a olhar os pobres bem cientes da perspectiva que todos somos participantes de um único projeto divino: chamados a constituir uma única família, na qual todos – indivíduos, povos e nações – regulem o seu comportamento segundo os princípios de fraternidade e responsabilidade.”
Com isso, espera-se alertar o mundo sobre temas que promovam a paz, tornando a vida mais justa.

21 de Janeiro- Dia da Religião

No dia 21 de janeiro é comemorado o dia mundial da religião. A criação da data foi com o objetivo de promover a união de todas as religiões existentes no mundo, levando mais fé e esperança ao povo.
A ideia entrou em vigor a partir de 1949, através da Assembleia Espiritual Nacional.
A palavra religião vem do latim “religio,onis” e seu significado define-a como o conjunto de determinadas crenças e dogmas que levam o homem ao sagrado, onde cada uma apresenta suas práticas e ritos próprios, envolvendo ainda formas de comportamento e de cumprimento dos preceitos morais.
O berço das religiões foi o Oriente Médio e a Ásia, onde nasceram as religiões monoteístas, que pregam a crença em um só Deus - como o cristianismo, o judaísmo e o islamismo.
Porém, aquilo que deveria servir de ligação e harmonia entre os homens, também se tornou grande fonte de conflitos, por abranger opiniões e concepções divergentes em relação à divindade, que aparecem envolvendo princípios éticos, filosóficos e metafísicos. Um exemplo disso foram as cruzadas, guerra entre cristãos e muçulmanos, que aconteceram entre os séculos VI e VIII, com o objetivo de impor o cristianismo no território onde se localizam Israel, Gaza e Cisjordânia, na época considerados Terra Santa.
Dentre as principais religiões do mundo temos:
- o Hinduísmo: surgiu na Índia em 1500 a.C e seu livro sagrado é o Vedas. É uma religião que apresenta vários deuses, mas os principais deles, que formam a sagrada trindade, são: Brahma – deus da criação, Vishnu – deus da preservação e Shiva – deus da destruição e da recriação.
- o Budismo: também da Índia, surgiu em 600 a.C, a doutrina é fundamentada nos preceitos do príncipe Sidarta Gautama, o Buda.
- o Judaísmo: advindo da Palestina (Israel), em meados do século XVII a.C. o livro sagrado é a Tanach, que contém os mandamentos do judaísmo, onde creem ser descendentes de Abraão.
- o Islamismo, da Arábia Saudita, tem como livro sagrado o Corão, baseado na doutrina de Maomé, enviado de Allah para ditar os mandamentos. Para os muçulmanos, “Abraão, Moisés e Jesus foram profetas e receberam mensagens divinas” e não haverá outros profetas.
- o Cristianismo se originou na região da atual Israel, antiga Palestina, no século I. Seu livro sagrado é a bíblia, dividida em velho e novo testamento, que apresenta a vida e os ensinamentos de Jesus Cristo.
- o Catolicismo é o maior ramo do cristianismo e o mais antigo como igreja organizada. A sede da Igreja e residência oficial do Papa estão localizados no Vaticano, país encravado na capital italiana, Roma. O livro sagrado dos católicos também é a bíblia, tendo como crença a Santíssima Trindade, através da relação entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo. A crença também é atribuída à santidade de Maria, mãe de Jesus e a todos os santos.
O Brasil é o maior país católico do mundo, com quase cento e vinte e cinco milhões de fiéis, que traduzem 74% da população do país.
Porém, com o surgimento das igrejas evangélicas ou neopentecostais, a diversidade das religiões tem aumentado, o Brasil é um país altamente religioso, abrangendo 95% da população. Além disso, o aumento das pessoas que não seguem religião alguma também tem crescido consideravelmente.
No Brasil, as outras religiões somam apenas 5% da população, divididos entre espíritas, cultos afro-brasileiros, judeus e seguidores das doutrinas orientais.

24 de Janeiro - Dia da Constituição

No dia 24 de janeiro comemora-se o dia da Constituição brasileira, neste texto iremos analisar a evolução constitucional no Brasil desde a primeira Assembleia Constituinte, em 1824, até a última, no ano de 1988

O Constitucionalismo tem suas origens no pensamento europeu do século XVIII, a Revolução Francesa se constituiu como movimento estratégico na transição dos poderes, em substituição à sociedade do Ancien Régime (Antigo Regime), baseada na desigualdade jurídica para uma sociedade democrática.  
Ancien Régime prevaleceu como prática desde a Idade Média (até o século XIV) e percorreu o Absolutismo Monárquico (XVIII). As principais características deste período se basearam nas desigualdades sociais e econômicas, na escravidão, na ausência de leis; o Rei mandava e desmandava, era o poder supremo e absoluto, o governo não tinha um Estado racional.
Com o advento da Revolução Francesa no ano de 1789, iniciou uma nova etapa da história humana, uma etapa que valorizou o pensamento iluminista e efetivou a Declaração Universal dos Direitos do Homem e do cidadão contra o Estado de desigualdade jurídica fundado no Antigo Regime. O principal objetivo dos revolucionários franceses era escrever uma Constituição para a França, fato que ocorreu em 1791, e sacramentar o Antigo Regime.
No Brasil, a Constituição é comemorada no dia 24 de janeiro, a primeira Constituição brasileira surgiu no ano de 1824, após o processo de Independência do Brasil, que ocorreu em 1822. Em 1823, o imperador D. Pedro I nomeou os constituintes que iriam escrever nossa Carta Magna (Constituição). A primeira Constituição brasileira de 1824 teve como principal característica a efetivação e preponderância do poder do monarca acima dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. D. Pedro I realizou manobras políticas para não perder espaço político e para não reduzir suas deliberações. Ao contrário da Constituição Francesa, a Constituição brasileira delegou maiores poderes ao Imperador e não à sociedade que carecia tanto de democracia.
Após a Proclamação da República no ano de 1889, logo em seguida, em 1891, a segunda Constituição brasileira foi promulgada, o principal avanço desta Constituição em relação a anterior foi que a Constituição de 1891 acabou com qualquer possiblidade do Estado brasileiro retornar ao Imperialismo, ou seja, ao governo imperial.
A terceira Constituição brasileira foi outorgada no ano de 1934, pela chamada Revolução Constitucionalista de 1932. Essa Constituição teve breve duração, foi marcada por um ambiente político cercado de crises, incertezas e ressentimentos. Logo, no ano de 1937, com a ascensão do Estado Novo, o presidente Getúlio Vargas formulou uma nova Constituição brasileira (1937) para legitimar a ditadura que havia implantado.
Ao final de 1945, no ano de 1946, outra Constituição brasileira havia sido outorgada, grupos pertencentes ao Estado Novo queriam a continuidade da ditadura, fato impossível para aquele contexto histórico. Pois no ano de 1945 havia terminado a Segunda Guerra Mundial, o mundo carecia de democracia para reconstruir as ruínas deixadas pela guerra, pelas ditaduras dos Estados Totalitários.
A sexta versão da Constituição brasileira foi escrita no ano de 1967, sob a égide da ditadura militar. Os militares implantaram a ditadura no ano de 1964, que perdurou até 1985. A Constituição de 1967 foi reescrita sob a ótica da censura e da repressão, já em 1969 ela foi modificada com o Ato Institucional nº 5 (asseveramento da censura e da ditadura).
A última versão da Constituição brasileira foi reescrita na Assembleia Constituinte de 1987.
Na década de 1980, partidos políticos, movimentos sociais e instituições educacionais, juntamente com trabalhadores e estudantes mobilizaram em prol da prevalência da democracia no Governo brasileiro e da reabertura democrática; essa mobilização ficou conhecida como ‘Diretas já!’.
Após a abertura política no Brasil, em 1986 foram escolhidos através de votação os constituintes que iriam redigir a nova Constituição do Brasil na Assembleia Constituinte. Feito isto, no ano de 1988 a nova Constituição brasileira já era uma realidade. A democracia brasileira ganhava grandes avanços em termos políticos, pois a Constituição de 1988 se tornou a primeira Constituição realizada por representantes da sociedade e não como as anteriores, que o governo impunha as Emendas Constitucionais que lhes convinham.
O principal avanço que a sétima Constituição brasileira (1988) acrescentou para ampliação da democracia brasileira foi a eleição direta para presidente, governador, prefeito, senador, deputado e vereador, ou seja, perpetuou a escolha de nossos representantes políticos através do voto universal. Dessa maneira, o texto marcou o processo de redemocratização do Brasil.
Para finalizar, acreditamos que a principal função de uma Constituição é reger o ordenamento jurídico do país através de um conjunto de regras e normas governamentais.

30 de Janeiro - Dia da Saudade

No dia 30 de janeiro é comemorado o dia da saudade, essa palavra existe apenas na língua portuguesa e galega e serve para definir o sentimento de falta de alguém ou de algum lugar.
De origem latina, saudade é uma transformação da palavra solidão, que na língua escreve-se “solitatem”. Com o passar dos anos, assim como outras palavras se transformam de acordo com as variações da pronúncia, solitatem passou a ser solidade, depois soldade e, finalmente, saudade.
Podemos considerar que no dia da saudade as pessoas se dedicam às lembranças de seus entes queridos que estão ausentes, de fatos que viveram ou de lugares e objetos que marcaram suas vidas. Isso faz com que a palavra saudade se torne melancólica, trazendo certo sofrimento.
Saudade é também definida como “a sensação de incompletude, ligada à privação de pessoas, lugares, experiências, prazeres já vividos e vistos, que ainda são um bem desejável”, segundo o dicionário Veja Larousse.
Em outras línguas não existe uma palavra capaz de traduzir o significado amplo de saudade, mas algumas delas trazem conceitos próximos, mas não tão nobres. Em inglês, saudade é “I miss you” que quer dizer sinto sua falta; em Francês “souvenir”, que significa lembrança; em italiano “ricordo affetuoso”, recordação afetuosa; em espanhol “recuerdo ou te extraño mucho, que significam lembrança e sinto falta, respectivamente.
Ao longo da história podemos perceber a saudade nas músicas e nos poemas, desde longos anos. Charlie Chaplin diz: “Sorri quando a dor te torturar
e a saudade atormentar os teus dias tristonhos vazios”; Luis Fernando Veríssimo determina que “não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar”; Vinícius de Moraes e Tom Jobim cantaram a saudade dizendo: “Chega de saudade, a realidade é que sem ela não há paz, não há beleza é só tristeza e a melancolia que não sai de mim, não sai de mim, não sai”.
Os sertanejos também retratam muito a saudade, pois deixam o campo para trabalhar na cidade. Chitãozinho e Xororó falaram da saudade retratando que “por nossa senhora, meu sertão querido, vivo arrependido por ter deixado. Esta nova vida aqui na cidade, de tanta saudade, eu tenho chorado”.
E o rock não podia deixar de se manifestar sobre o tão nobre sentimento. Raul Seixas registrou sua expressão na letra que diz “hoje é feriado, é o dia da saudade, hoje não tem aula pra garotada, velhas de varizes na calçada, só na saudade”.
 
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